Os Três Lugares Onde Se Encontra o Verdadeiro Amor E Ninguém Te Contou

Dizem que o amor anda escondido. Que ele se esconde nas esquinas, nos aplicativos, nos encontros despretensiosos ou nos acasos que a vida desenha. E dizem também que é difícil, quase impossível, encontrá-lo , como se amar fosse prêmio, sorte, loteria. Mas deixa eu te contar uma coisa que a maioria não te conta: o amor não se esconde. É você quem insiste em procurá-lo nos lugares errados.

Existem, sim, três lugares fáceis , e eu digo fáceis porque eles sempre estiveram ali, mas você talvez nunca tenha olhado , onde é possível encontrar o seu verdadeiro amor.

E hoje eu te conto sobre o segundo lugar dessa lista, que pra mim, é uma das maiores lições que a vida me deu:
um jantar romântico.

Só que não é com ele, nem com ela, nem com ninguém além de você mesma.

Imagine a cena: você, no seu restaurante favorito. Aquela comida que te abraça, aquele cheiro que te lembra conforto, aquele lugar onde você se sente parte, mesmo sozinha. E, ali, sentada, sem pressa, sem distrações, sem o peso do olhar dos outros, você percebe que a melhor companhia sempre esteve do outro lado da mesa: você e seus próprios pensamentos.

Foi nesse cenário , que pra muitos parece solidão, mas na verdade é liberdade , que eu entendi uma coisa simples e revolucionária:
quando você sabe exatamente o que traz pra mesa, não tem medo de sentar sozinha.

Sabe aquela frase romântica que todo mundo ama repetir?
— “Ah, eu só quero alguém que me complete...”
Pois é. Eu aprendi que quem busca alguém pra completar, corre o risco de viver sempre incompleto. Porque amor não é meia laranja, não é banda desencontrada, não é quebra-cabeça. Amor de verdade é soma, não é tampa de panela.


Sabe aquele amor que você procura nos olhos dos outros? Ele começa exatamente onde você pisa. No chão que você escolhe andar. No caminho que você tem coragem de trilhar. Na sua capacidade de se sentar consigo mesma, ouvir seus próprios silêncios, se bancar, se validar, se admirar.

A real é que todo mundo quer um amor que reconheça seu valor, mas quantas vezes você se reconhece? Quantas vezes você se aplaudiu? Quantas vezes você se levou pra jantar, se presenteou, se olhou no espelho e disse: “Você é foda. Você merece.”

O problema é que a gente foi ensinado a acreditar que amor só vale quando vem de fora. Que felicidade só tem graça quando é a dois. Que restaurante é lugar de casal, que viagem é pra companhia, que cinema sozinho é tristeza. E é aí que nasce a maior cilada da nossa geração: gente que não suporta a própria presença, que se perde no outro na esperança de se encontrar.

Sabe o que acontece quando você se senta numa mesa pra dois e percebe que uma das cadeiras tá vazia, mas você não? Você descobre que nunca mais vai aceitar migalhas emocionais. Nunca mais vai se contentar com amor meia-boca, com presença pela metade, com gente que chega, mas não fica.

Porque quando você entende o que traz pra mesa , sua lealdade, sua parceria, sua inteligência, seu afeto, seu amor, sua entrega , você entende que não é qualquer um que merece sentar ali.

Você deixa de correr atrás e começa a escolher. Deixa de implorar presença e passa a entender que sua própria companhia é suficiente. E, ironicamente, é quando você não precisa de ninguém que o amor vem  e vem certo. Não porque você precisa, mas porque transborda.

O segundo lugar perfeito pra encontrar o amor é esse:
um jantar romântico.
Na mesa mais especial da cidade: aquela onde você senta de frente pra você mesma.

Comendo sua comida favorita, brindando suas próprias vitórias, conversando com seus próprios pensamentos e lembrando que amor próprio não é luxo, não é vaidade, não é frase de legenda no Instagram.
É pilar. É base. É raiz. É sobrevivência.

Porque quem aprende a amar a própria companhia, nunca mais se contenta com a presença de quem só vem pra preencher espaço vazio.

E aí, sim, você entende , talvez pela primeira vez , que o amor que você procura começa exatamente por onde você pisa.

Trago fatos,  Marília Ms. 


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