Joguinho não, critério!
Mona, vamos combinar uma coisa? Relacionamento não é roleta russa. Você não tá aqui pra se adaptar ao que aparece, muito menos pra ficar esperando ser escolhida. Quem escolhe é você.
Mas a verdade é que as mulheres nunca foram estimuladas a criar critérios reais para os próprios relacionamentos. Crescemos ouvindo que “se alguém te quiser, agradeça”, e não que você deve filtrar, avaliar e decidir.
Enquanto isso, os homens têm critérios rigorosos e cada vez mais absurdos. Querem magra, mas com curvas. Musculosa, mas sem perder a feminilidade. Engraçada, mas sem fazer piada demais. Inteligente, mas sem questionar. Independente, mas sem que isso o intimide.
Enquanto isso, vejo as mulheres aceitando o mínimo. O cara precisa ser, primeiro, um homem, depois fiel (como se fidelidade fosse um prêmio e não o básico), e profissional (como se ele trabalhar fosse um diferencial e não uma obrigação).
Mona, chega de aceitar o mínimo. Chega de aceitar qualquer coisa.
Critério não é joguinho, é respeito por si mesma
Quando falamos de ter critérios, não estamos falando de joguinho. Joguinho é fingir desinteresse, é fazer charme pra ser mais desejável. Ter critério é saber o que você quer e não abrir mão disso.
Na publicidade, existe algo chamado "do's and don'ts", que são as regras do que pode e do que não pode em uma campanha. Você precisa ter isso na sua vida amorosa também.
Faz sua lista agora:
O que eu aceito:
✅ Ser tratada como prioridade.
✅ Alguém que organiza a agenda pra me ver.
✅ Alguém que me respeita e entende meus espaços.
✅ Alguém que tem ambição, que cresce junto.
✅ Alguém que consiga, no mínimo, conversar sobre algo além de futebol.
O que eu não aceito:
❌ Date em casa na primeira semana.
❌ Me procurar só depois da meia-noite.
❌ Sexo sem camisinha.
❌ Dizer "eu te amo" na primeira semana.
❌ Falar que a ex é maluca.
Essa lista é essencial porque, se você não sabe o que você quer, precisa e merece, você aceita qualquer coisa.
E aí, você se adapta.
Você deixa passar a piadinha machista. Você ignora o fato de que ele nunca te prioriza. Você aceita migalha porque, no seu inconsciente, ser escolhida ainda vale mais do que escolher.
E quando bate a carência?
Quando o desejo de ter alguém supera seu próprio filtro, você se auto-sabota. Aquele cara que não deveria nem passar pelo primeiro corte agora tá ali, porque você cedeu.
Porque ele deu um pouco de atenção.
Porque, no fundo, a gente foi ensinada a acreditar que é melhor ter algo ruim do que não ter nada.
Errado.
Critério é poder de escolha.
Você não pode controlar quando vai encontrar alguém incrível, mas pode controlar o que você permite.
No fundo, a maioria das mulheres cresceu com medo de não ser escolhida. O fantasma da rejeição nos acompanha desde sempre.
- “Seja boazinha.”
- “Não exija demais.”
- “Se você for difícil, ninguém vai querer.”
Isso foi repetido tantas vezes que, mesmo adultas e independentes, ainda temos essa voz lá no fundo da mente.
Mas a verdade é que a rejeição faz parte. O que não faz parte é você se rejeitar primeiro.
Então, se um cara não passa nos seus critérios, tchau.
Se ele não te prioriza, próximo.
Se ele não respeita seus limites, porta da rua é serventia da casa.
Relacionamento não é um favor que você recebe. É uma escolha que você faz.
E se ninguém nunca te ensinou isso, tô te ensinando agora.
Trago Fatos, Marília Ms.



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